Arquivos Mensais: julho \29\UTC 2013

Jornada Internacional da juventude: celebração e compromisso

Leonardo Boff

 

 No pensamento social e filosófico a questão da  fé não está em alta. Antes pelo contrário, a maioria dos pensadores tributários dos mestres da suspeita e filhos da modernidade, colocam a fé sob suspeita, considerada como pensamento arcaico e mítico ou como cosmovisão do povo supersticioso e falto de conhecimento, na contramão do saber científico.

 

         Como quer que interpretemos a fé, o fato é que ela está ai e mobiliza milhões de jovens vindos de todo mundo para a Jornada Mundial da Juventude, além de outros milhares que acorreram para ver o novo Papa Francisco. Suspeito que nenhuma ideologia, causa ou outro tipo de lúder que não religioso consiga trazer para as ruas tão numerosa multidão. Pode-se dizer responsavelmente que ai vigora alienação e arcaismo?

 

         Tal fato nos leva a refletir sobre a relevância da fé na vida das pessoas. O conhecdido sociólogo Peter…

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Funções Cerebrais Cognitivas e “Pé-na-Cozinha”

Cidadania & Cultura

Corpo ou Massa Cinzenta

Suzana Herculano-Houzel, 40 anos, é professora da UFRJ, autora do livro “Fique de Bem com seu Cérebro” e do blog A Neurocientista de Plantão (www.suzanaherculanohouzel.com). Publicou artigo explicativo de sua teoria – “Cozinho, Logo Existo” (FSP, 21/07/13), sobre a qual já tínhamos postado neste modesto blog – Desenvolvimento do Cérebro Humano: o domínio da técnica de cozer alimentos representou vantagem competitiva para o homem em relação a outros animais. O aprendizado lhe permitiu obter rápida e facilmente combustível energético para alimentar 86 bilhões de neurônios e deu impulso a funções cerebrais cognitivas, não ligadas à sobrevivência.

Para finalidade didática, quando discutirmos a “Era do Fogo“, no curso Economia no Cinema, reproduzimos seu artigo abaixo.

O que tem o cérebro humano de tão especial? Por que nós estudamos o cérebro de outros animais, e não vice-versa? O que o nosso tem…

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Variáveis-Metas e Variáveis-Instrumentos da Política Econômica em Curto Prazo

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Cidadania & Cultura

Aperta e Estica o Dinheiro

Como se esboça uma teoria econômica? Observa-se se há alguma regularidade no comportamento dos agentes econômicos. Então, aprende-se com essa repetição. Se um ato dá resultado positivo, é racional repeti-lo. Se der negativo, não se repete a mesma ação, e busca-se outra alternativa.

Os teóricos analisam as séries estatísticas temporais. Cruzam as informações. Buscam correlação, isto é, captar interdependência de duas ou mais variáveis. Configuram a transformação geométrica que associa, no plano, pontos a linhas e linhas a pontos. A correlação linear entre duas variáveis tem como resultado o fato de se tomar como linear a regressão de uma sobre outra, ou seja, ela capta a dependência funcional entre duas variáveis aleatórias.

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Correlação Não É Causalidade

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Cidadania & Cultura

Livro da Vida

O conjunto de conhecimentos acríticos, que constitui o senso comum, possui as características de ser superficial, baseado em crendice e incapaz de dar uma explicação racional para as coisas que acontecem. Os “práticos” não vão além dos dados de sua experiência imediata.

Segundo David Hume (1711-1776), “todos os argumentos derivados da experiência fundam-se na semelhança que descobrimos entre os objetos naturais e que nos leva a esperar efeitos semelhantes aos que já vimos decorrer de tais objetos”. Em outras palavras, “de causas que parecem semelhantes esperamos efeitossemelhantes. Essa é a súmula de nossas conclusões experimentais”[1].

No entanto, diz Hume, nenhum argumento sustenta a inferência causal. Não importa quantas vezes tenhamos verificado que o fato B sucede ao fato A, não há nenhuma prova de que a mesma sequência deva, necessariamente, ocorrer no futuro. Essa prova não pode ser de natureza formal, pois se…

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Política Econômica Democrática: Economia e Política

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Cidadania & Cultura

Mafalda e a Democracia

Bruno Frey publicou seu livro “Política Econômica Democrática: Uma Introdução Teórica” originalmente em inglês no ano de 1983; sua edição brasileira foi lançada em 1987. Afasta-se tanto do ideal esquerdista utópico de um Estado interventor e regulador perfeito, quanto do ideal neoliberal de uma Economia de Mercado com o mínimo de interferência governamental possível, para alertar aos estudantes de Economia que a política econômica não é apenas a aplicação da teoria econômica. Ela requer que se ultrapassem as fronteiras estreitas da área econômica e que se leve em consideração, igualmente, a esfera da política. A política econômica bem sucedida existe apenas quando se combinam as ações econômicas e as ações políticas. Este livro tem como base as experiências das sociedades democráticas de tipo ocidental. Resulta em o que Frey denomina de Teoria da Política Econômica Democrática.

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Informações e Política Econômica

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Cidadania & Cultura

Connected-world

A informações relevantes para a formulação de políticas econômicas podem ser fornecidas em dois níveis diferentes.

  1. No primeiro nível, as normas e instituições são formuladas por meio de um consenso social, que determina a natureza do sistema político-econômico.
  2. O segundo nível corresponde ao processo social vigente, no qual os tomadores de decisões atuam, de acordo com seus interesses em curto prazo, conforme as normas e instituições já estabelecidas.

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Processo Social Vigente

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Cidadania & Cultura

rede

Uma abordagem diferente da política econômica consiste em fornecer informações aos tomadores de decisões com relação ao processo econômico-político cotidiano. Estas informações servirão a diferentes propósitos, a depender das pessoas ou grupos a quem são dirigidas. Bruno Frey, em seu livro “Política Econômica Democrática: Uma Introdução Teórica”, acha útil estabelecer as diferenças entre três dos principais público-alvo.

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Instrumentos de Política Econômica Democrática

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Cidadania & Cultura

Reforma Monetária da UE

Seguindo com o resumo do livro de Bruno Frey, “Política Econômica Democrática: Uma Introdução Teórica”, com finalidade didática, vamos neste post tratar dos  vários tipos de instrumentos de política econômica que o governo e o serviço público podem utilizar para influenciar as preferências e os conjuntos de possibilidades das pessoas. Os apelos morais ao público só serão eficazes em circunstâncias bem específicas, como épocas de emergência.

Os instrumentos globais, que tomam a forma de política monetária, política fiscal, política cambial e controle de capital, tentam principalmente influenciar as restrições orçamentárias ou a renda e o emprego, seja dos indivíduos, seja das empresas.

Os instrumentos orientados para incentivos podem influenciar o comportamento dos indivíduos, grupos e instituições através da mudança das vantagens relativas oferecidas pelos cursos de ação disponíveis, em outras palavras, através da  mudança de preços relativos. Dentre esses instrumentos de política econômica estão os…

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