A geografia imaginária e a segregação real

Blog da Boitempo

14.12.03_Christian Dunker_Geografias imaginárias segregação real_[“Illustration de hypothèse des plagues tournantes en psychogéographique”, Guy Debord, 1957]

Por Christian Ingo Lenz Dunker.

Quem cursou o extinto segundo grau, nos anos 1980, passou por matérias como “Educação Moral e Cívica” e “Organização Social e Política do Brasil” aprendendo dois fatos elementares sobre nosso lugar no mundo. Não somos nem subdesenvolvidos, nem desenvolvidos, mas um país “em vias de desenvolvimento”. A segunda verdade luminar é que estávamos na periferia do mundo. Girávamos em torno das potências centrais, cujo centro do centro, por sua vez, estava na fronteira da cortina de ferro.

A síntese destas duas ideias, de desenvolvimento e periferia, estava na alegoria geográfica conhecida como Belíndia, mistura entre zonas de desenvolvimento, comparáveis com a Bélgica, e outras zonas de miséria, tais como na Índia. O fato que nos escapava no exemplo, e que indicava sua dimensão ideológica, é que Bélgica…

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