Bresser Pereira: Depois do ódio

Em 2014, em artigo em Interesse Nacional, “O mal-estar entre nós”, escrevi, preocupado, que uma coisa que eu não havia visto anteriormente, o ódio, havia surgido entre as elites econômicas brasileiras. Poucos leram esse artigo, mas, em fevereiro do ano seguinte, em longa entrevista a Eleonora de Lucena na Folha de S. Paulo, esta preocupação […]

via Bresser Pereira: Depois do ódio — Blog do Renato

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Cenário Agrícola para 2018 — Cidadania & Cultura

Fernando Lopes (Valor, 18/12/17) informa que, poucas vezes nas últimas décadas os produtores rurais do país dependeram tanto de soluções concretas para antigos gargalos estruturais domésticos como agora. Mas, tendo em vista o cenário de menor volatilidade em mercados globais nos quais o Brasil desempenha papel de liderança, melhoras na infraestrutura e no ambiente macroeconômico […]

via Cenário Agrícola para 2018 — Cidadania & Cultura

Recuar para saltar melhor

Leonardo Boff

O Natal não é apenas uma pausa na labuta pela vida, tempo denso para o encontro  festivo com os familiares e amigos ao redor da celebração do Puer aeternus, o nascimento de Deus sob a forma humana. A antropologia cristã irá afirmar que o ser humano só será plenamente humano, se a Última Realidade, Deus, se fizer também humana. Ensinavam os Padres antigos que “Deus se fez homem (ser humano) para que o homem se fizese Deus”. Por detrás está a compreensão, também dos modernos, de que o ser humano é movido por um desejo infinito que somente descansa quando identificar no seu  processo de individuação uma Realidde igualmente infinita, a ele adequada. É a experiência de Santo Agostinho do cor inquietum  (o coração inquieto) que só se aquieta quando encontra finalmente o Infinito desejado.

Esse dia maior possui também um significado antropológico relevante:  reforça valores e sonhos que nos…

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Ciência Econômica + Ciência da Complexidade = Econofísica

Cidadania & Cultura

Complexidade 1

O capítulo Economia como Objeto Complexo de autoria de Orlando Manuel da Costa Gomes, no livro Modelagem de sistemas complexos para políticas públicas (editores: Bernardo Alves Furtado, Patrícia A. M. Sakowski, Marina H. Tóvolli – Brasília: IPEA, 2015), tem um tópico cujas observações efetuadas no post precedente contrariam os mais básicos fundamentos da Economia Neoclássica do agente representativo:

  1. Heterogeneidade;
  2. Descentralização;
  3. Evolução;
  4. Dependência em face do passado e
  5. Dinâmica fora do equilíbrio.

A Economia Neoclássica acredita que:

  1. os equilíbrios são inerentes às relações econômicas;
  2. as trajetórias das variáveis são exclusivamente determinadas:
    1. pelas condições iniciais e
    2. por regras de movimento simples;
  3. estas possibilitam, desde o ponto inicial, prever com precisão:
    1. como essas trajetórias evoluem e
    2. onde o sistema irá permanecer no designado estado de equilíbrio de longo prazo.

As caraterísticas referidas, nomeadamente, as cinco propriedades que foram destacadas acima, claramente qualificam a economia como um objeto complexo.

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9 pontos sobre os novos anexos da delação da JBS

Blog da Boitempo

Por Carlos Eduardo Martins.

1) O novo anexo cai no colo de Janot, da PGR e dos ministros do STF que deram perdão judicial ilegal aos controladores da JBS. A insinuação de manipulação da PGR e do STF encontra contrapartida material no perdão judicial à revelia da lei da delação premiada, que não os admite em casos que incluem chefes de organizações criminosas ou quando os delatores em questão não são os primeiros a delatar, exatamente a situação dos irmãos controladores da JBS;

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A ideologia racista como mito fundante da sociedade brasileira

Blog da Boitempo

Manifestante em vigília pela liberdade de Rafael Braga Vieira realizada na Avenida Paulista em São Paulo, abril de 2017. Hoje, dia 8 de agosto de 2017, seu habeas corpus foi negado e ele continua encarcerado. Foto: Jorge Ferreira / Mídia NINJA

Por Juliana Borges.

A conjuntura atual no país nos faz vocalizar a todo o momento que estamos vivendo “um retrocesso”, “um retorno ao passado”.

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Žižek indica 6 livros para entender Hegel

Blog da Boitempo

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Slavoj Žižek desenvolve em Menos que nada: Hegel e a sombra do materialismo dialético (Boitempo, 2013) a expressão mais sistemática de sua filosofia ao propôr uma inusitada “repetição” do grande filósofo idealista alemão à luz dos atuais impasses do capitalismo global. Perguntado a respeito de quais livros sobre Hegel foram os mais influentes em seus estudos, o esloveno respondeu com a seguinte lista (sem ordem de importância):

L’ envers de la dialectique: Hegel à la lumière de Nietzsche [O avesso da dialética: Hegel à luz de Nietzsche], de Gerard Lebrun

The Persistence of Subjectivity: On the Kantian Aftermath, de Robert Pippin

Hegel Variations: On the Phenomenology of the Spirit, de Fredric Jameson

Mourning Sickness: Hegel and the French Revolution, de Rebecca Comay

The Future of Hegel: Plasticity, Temporality and Dialectic, de Catherine Malabou

In the Spirit of Hegel, de Robert C. Solomon

Quais livros vocês diriam que…

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Ação pública pede retirada de fotos de militares da galeria de presidentes

http://bandnewsfmcuritiba.com/acao-publica-pede-retirada-de-fotos-de-militares-da-galeria-de-presidentes/

Celso Amorim:O capital não quer que o Brasil faça reformas necessárias

http://wp.me/p3akT9-3WO

Argentina condena à prisão perpétua quatro juízes por crimes contra a humanidade

Observatório de Relações Internacionais da UFOP

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Tribunal os considerou partícipes primários de sequestros, torturas e homicídios durante a ditadura militar

29/07/17

A justiça da Argentina deu outro passo sem precedentes na punição ao terrorismo de Estado. Quatro juízes federais da província de Mendoza (1.000 quilômetros a oeste de Buenos Aires) foram considerados culpados de garantir a impunidade em dezenas de sequestros, torturas e assassinatos cometidos durante a última ditadura militar (1976-1983) por não investigarem os crimes e se somam às centenas de militares julgados e condenados. A novidade da sentença, lida na quinta-feira à noite, é a condenação a uma conduta sistemática do Poder Judicial e não a casos pontuais, como em causas anteriores.

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